Outubro 10, 2007

Liberdade e Responsabilidade

Argumentos econômico-liberais contra o liberalismo político

Porque sou contra o liberalismo político

Porque o liberalismo político é a contradição do liberalismo econômico.

Porque no liberalismo político a sociedade paga pelas escolhas dos indivíduos.

Porque as liberdades individuais não são acompanhadas de responsabilidades individuais.

Porque as conseqüências diretas e indiretas das escolhas individuais são sofridas por toda sociedade.

Algumas bandeiras da doutrina política liberal

Descriminalização do uso de drogas, legalização das drogas, legalização do aborto, união civil homossexual, adoção por homossexuais, operação de mudança de sexo em hospitais públicos.

Porque sou contra a descriminalização do uso de drogas

Porque o mercado de drogas obedece a lei da oferta e da demanda.

Porque se não existir o consumidor não haverá o fornecedor.

Porque o mercado de drogas lícitas e ilícitas esta direta ou indiretamente ligado à corrupção, ao crime organizado, à violência e aos acidentes.

Porque em última análise, o usuário é o maior responsável por estes males à sociedade.

Porque sou contra a legalização das drogas

Porque a legalização das drogas não é acompanhada de uma política de responsabilização pessoal.

Porque o indivíduo que faz uso de drogas lícitas ou ilícitas não responde por seus atos e conseqüências.

Exemplos:

O fumante quando se descobre com câncer de pulmão obtém do estado tratamento “gratuito” pago pelo contribuinte.

O usuário de álcool quando tem diagnosticada uma cirrose hepática é tratado “gratuitamente” com dinheiro do contribuinte.

O usuário de drogas injetáveis que contrai o vírus HIV, recebe tratamento contra a Aids “gratuitamente” pago por contribuintes.

Porque sou contra a legalização do aborto

Porque a mulher decide manter relações sexuais sem o uso de preservativos ou outros métodos contraceptivos, engravida e recorre a um hospital público para praticar o aborto “gratuitamente” pago pelo contribuinte.

Porque a distribuição “gratuita” de preservativos é paga com dinheiro do contribuinte.

Da questão homossexual

Não me interessa a vida sexual do indivíduo, homem ou mulher, hetero ou homossexual, o que o indivíduo faz ou deixa de fazer é problema dele, não meu.

No entanto, a partir do momento que tal conduta resulta em conseqüências que prejudiquem a sociedade de alguma forma, quer economicamente, quer não, eu sou contra.

Porque indivíduo que mantém relações sexuais sem a devida proteção e contrai o vírus HIV, recebe tratamento contra a Aids “gratuitamente” pago pelo contribuinte.

Porque todas as doenças sexualmente transmissíveis tem tratamento “gratuito”, pagos pelo contribuinte.

Porque a distribuição “gratuita” de preservativos é paga com dinheiro do contribuinte.

Porque as operações de mudança de sexo são oferecidas “gratuitamente” pagas pelo contribuinte.

Conclusão

Me defino como economicamente liberal, e até tenderia ao liberalismo político caso o ônus destas situações fosse apenas dos indivíduos que se sujeitam a elas, o contribuinte não deve ter de pagar pelo tratamento de alguém que voluntariamente decidiu fazer uso de substâncias tóxicas ou se colocar em situação de risco.

No entanto as conseqüências diretas e indiretas da ação isolada de indivíduos se faz sentir no todo, ainda que tais indivíduos arcassem com o prejuízo financeiro, este seria somente parte das conseqüências; a corrupção, o crime organizado, a violência e os acidentes ainda se refletiriam sobre toda a sociedade.

Logo é impossível defender o direito à liberdade individual irrestrita com base no argumento de que somente os indivíduos arcariam com as conseqüências, na prática toda a sociedade sofre.

Vê-se portanto, que o liberalismo político é incompatível com o liberalismo econômico, apesar de paradoxal, para que a liberdade seja mantida de fato faz-se necessário manter certa dose de “conservadorismo político” não pelas convicções morais, éticas ou religiosas da maioria ou dos que fazem as leis, mas pela própria questão da liberdade, garantir as liberdades individuais nos moldes acima expressos é suprimir a liberdade real.

Em suma liberdade sem responsabilidade é liberdade de uns poucos em detrimento da liberdade de muitos !

Agosto 16, 2007

Dia do economista

 

Navegando na blogosfera do wordpress encontrei um blog sobre economia, dia 13 de Agosto é (foi) o dia do economista.

Como um apaixonado pelo tema resolvi divulgar o blog, afinal apesar de ser um dos assuntos mais importantes em nossos dias, poucas são as pessoas que se interessam pelo tema e quer queiramos ou não, influencia toda a nossa vida !

Minha intenção neste post não é explicar meus conceitos e posições econômicas, em breve e em “doses homeopáticas” escrevo mais sobre minha visão particular de um sistema ecônomico mais justo e eficaz.

Por hora convido-os a ler estes blogs

Protosophos: http://protosophos.wordpress.com/2007/08/13/dia-do-economista/

terra a vista: http://www.tavista.blogspot.com/

Agosto 11, 2007

O Bolsa-Família e a realidade

Recentemente um casal de amigos meus foi a uma missão no interior de Goiás entre os remanescentes quilombolas, o povo Kalunga, entre tantas coisas que eles comentaram, eu gostaria de comentar aqui o aspecto econômico atual deste povo.

Este povo, imagino que todos saibam, é descendente de escravos que fugiram para quilombos organizados e após a abolição da escravatura permaneceram lá tendo hoje reconhecida a posse sobre estes territórios, no entanto a mera posse da terra não lhes garante uma melhor condição de vida, a grande maioria é formada por analfabetos e vivem sem saneamento básico, água tratada, energia elétrica ou qualquer benefício da sociedade moderna, sobreviviam até bem pouco tempo do que produziam, agricultura de subsistência, das trocas que faziam do excedente com pessoas que passavam por lá vindo da cidade, e da ajuda eventual e individual.

Recentemente esta realidade tem mudado, o atual governo desde a gestão anterior tem ajudado financeiramente através do programa bolsa-família e é precisamente deste ponto que quero falar, muitos podem achar louvável a atitude do governo em ajudar financeiramente este povo esquecido, mas quais são as conseqüências imediatas desta ajuda ? ela tem ajudado de fato ?

Os relatos deste casal sobre a situação atual do Kalungas foi o seguinte: Após a ajuda financeira através do bolsa–família a maioria das pessoas deixou de trabalhar na roça produzindo o que precisavam e trocando o excedente, hoje eles vão à cidade uma vez ao mês e compram o que necessitam, passando o resto do mês ociosos, muitos homens compram bebidas alcoólicas e tem aumentado o número de alcoólatras na comunidade, as mulheres e crianças passam a ficar mais tempo na cidade e com o tempo ocioso passaram a mendigar, com se não bastasse muitos homens da cidade mantêm relações sexuais com algumas mulheres, algumas menores, lá mesmo ou no quilombo o que tem feito aumentar o número de gravidez indesejada, sendo comum ver meninas de 18 anos com três ou quatro filhos, um de cada pai, muitos dos quais as meninas viram uma única vez na vida !

Não obstante toda a propaganda do governo sobre o programa de distribuição de renda, que justiça seja feita, tem seu mérito, mesmo sendo um novo nome para a unificação dos programas do governo anterior, os Kalungas continuam sem saneamento básico a ponto de não existirem banheiros, água potável, energia elétrica, etc, ou seja o mínimo básico para uma vida digna.

Não, esse não é um fato hipotético, uma utopia as avessas, uma invenção de uma mente sádica, esta é a mais pura, nua, crua e dura realidade; Não, não está acontecendo em algum país esquecido da África, sul da Ásia ou América central, não isto está acontecendo aqui ao nosso lado, em nosso país, com nosso dinheiro !

Neste ponto normalmente as pessoas se dividem apaixonadamente em duas posturas extremas, a primeira defende a manutenção do sistema atual a despeito das evidências em contrário, justificando que é melhor esta ajuda à ajuda nenhuma e quase sempre comparando-se ao governo anterior afirmando que o mesmo nada fez.

A segunda afirma que deveria ser abolida qualquer forma de ajuda financeira, já que a suposta ajuda só piorou ainda mais a situação já extrema da comunidade, alem de gastar mal os recursos tirados do contribuinte e servir unicamente a propósitos eleitorais.

O bom senso diz que o equilíbrio é quase sempre a melhor das opções, e um antigo ditado diz que se você der um peixe a uma pessoa ela tem alimento para um dia, se você a ensina a pescar ela terá alimento por toda vida.

Como falei acima o programa Bolsa-Família tem seu mérito, mas não se pode colocar o carro na frente dos bois, dar dinheiro as pessoas que não tem o básico para uma condição de vida digna e a mínima educação para usá-lo com sabedoria é como dar uma arma de fogo na mão de uma criança, o tiro sai pela culatra e no lugar de um aumento da qualidade de vida o que se tem é a deterioração de uma comunidade.

Mas então o que deve ser feito ? Investir em saneamento básico, saúde, educação, segurança e infra-estrutura, identificação da vocação local e oportunidades, ensino técnico e empreendedor para que estas comunidades se tornem auto-sustentáveis e com o tempo não dependam mais de ajuda financeira para subsistência, pelo contrário a médio ou longo prazo possam buscam linhas de financiamento para melhorar ainda mais sua comunidade, com isso alem dos benefícios materiais mensuráveis de curto prazo, haveria um aumento da auto estima destas pessoas, que não deixariam de produzir o que necessitam mas o fariam melhor, com mais excedentes podendo assim adquirir o que necessitam com seu próprio esforço, afinal não tem bolsa do governo que substitua a auto-realização.

Se tenho esperança que esta realidade mude ? não ! ao menos não neste governo. Não sou tão ingênuo assim, como citei acima isto é antes de tudo uma questão de bom senso e equilíbrio e sabemos que nossos políticos não gostam destas coisas, elas não contam pontos na corrida para o poder.

Quem sabe a próxima geração de políticos consiga enxergar o óbvio, até lá as bolsas-ilusão do governo continuarão a dar votos !

Julho 10, 2007

O que o Oscar, o Grammy e o Fórum econômico mundial tem em comum ?

O que o Oscar, o Grammy e o Fórum econômico mundial tem em comum ? os dois primeiros certamente tem muito, mas e em relação ao terceiro ? não obstante a disparidade entre o último e os dois primeiros parece que alguém acha que sim, vide o número de celebridades do mundo da música e cinema que costumam freqüentar o fórum e discursar sobre assuntos como globalização, economia mundial e fazer cobranças e protestos a comunidade que se reúne em Davos uma vez ao ano.

Também acho que esses mundos tem muito em comum, tanto que gostaria de ver nas cerimônias do Oscar e Grammy, outras personalidades como apresentadores e jurados, tais como Bill Gates, Warren Buffett, Donald Trump, Robert Kiyosaki, Jack Welch, Alan Greenspan, entre outros; Também penso que as categorias poderiam ter outros critérios de julgamento como por exemplo maior bilheteria, melhor distribuição, menor orçamento, maior valor agregado, direitos autorais, melhor marketing, melhor estratégia de lançamento, maior retorno do investimento. Creio que seja uma idéia interessante, sobretudo justa ! Afinal se o Fórum econômico mundial pode ter Bono Vox, Angelina Jolie, Brad Pitt, Richard Gere entre outros artistas falando sobre economia porque economistas, empresários e políticos não podem opinar sobre cinema e música ? Ridículo ? tanto quanto ! Se artistas podem opinar sobre economia porque economistas não podem opinar sobre cinema e música ?

Por que as tais celebridades não fazem seus protestos contra a indústria do cinema e da música ? é fácil criticar a iniciativa privada, a política, a economia, mas quem está disposto a recusar-se a atuar num filme que abuse de cenas de violência explícita, que passe uma mensagem de apologia as drogas ou que abuse de cenas de sexo apenas para aumentar a bilheteria ? isto sem falar nos salários estratosféricos pagos a atores e músicos, Tom Hanks chegou a admitir recentemente em uma entrevista que nada justifica um salário tão alto, mas ele se recusou a receber ? Bono Vox, líder do U2 - a banda mais rica do mundo segundo a revista Forbes - tem feito um trabalho voluntário em prol dos países mais pobres com dinheiro de Bill Gates, fazer caridade com o chapéu dos outros é fácil ! Mas o cúmulo da hipocrisia são as cobranças e protestos nas reuniões do Fórum e uma semana depois as cerimônias de premiação de suas categorias com limusines, roupas de milhares de dólares e muito luxo para pouquíssimos convidados.

Isto significa que não se deve contestar a atual economia global ? que não devemos nos preocupar com o futuro do planeta, com as populações menos favorecidas ? claro que não ! essa é exatamente a razão de ser do Fórum Econômico Mundial ! no entanto tais pessoas estão tão qualificadas pra tratar do assunto quanto economistas para julgar filmes ou músicas, como economistas são excelentes atores e músicos. É óbvio que cada pessoa tem sua opinião pessoal – vide nome do blog - sobre qualquer assunto, prova disso é o número de técnicos de futebol que temos no Brasil, especialmente durante a copa, mas alguém realmente acredita que faria melhor que os que lá estão ? Eu mesmo tenho minhas opiniões sobre o cenário econômico mundial tanto quanto tenho sobre cinema e música, na maioria das vezes não concordo com as premiações das academias, principalmente do Grammy, mas tenho que admitir que as pessoas que lá estão, estão porque merecem, e não é meu gosto pessoal que deve determinar isso, e porque na economia seria diferente ? Ao menos quando me proponho a falar sobre o assunto, conheço um mínimo sobre ele, não saio falando o que me dá na cabeça sem procurar conhecer a dinâmica das relações econômicas, posso divergir de uma medida ou da situação vigente, mas será sempre embasado em algum ramo de estudo da economia, não em utopias pseudo-econômicas, frutos de fantasias das mentes de pseudo- intelectuais.Como diz um velho ditado popular, cada macaco no seu galho

Julho 10, 2007

Fritjof Capra, a globalização e a ecologia

Ontem eu assistia a uma entrevista de Fritjof Capra em que ele falava sobre globalização e ecoplanejamento, a partir de uma introdução sobre microorganismos, células e redes, fez uma comparação entre estas e as novas redes de comunicação na sociedade moderna, dentre as quais destacou duas: a globalização ou nova economia e o ecoplanejamento ou as ong’s em defesa do meio ambiente.

De um lado a globalização ou nova economia de mercado existiria para perpetuar e aumentar o lucro das elites numa escala global, onde o estado é o mantenedor do interesse destas elites, que através da exploração dos recursos naturais e de mão de obra local aumenta a pobreza e a distância entre ricos e pobres, e que colocam o lucro acima de qualquer outro valor, transformando tudo, inclusive a vida humana em produto.
Do outro lado a sociedade civil internacional, através de ong’s que se mobilizam em rede, com o uso inteligente da internet para impedir que estas elites destruam o planeta e consequentemente a vida humana, através de ativismo como em Los Angeles na reunião da OMC e no fórum social mundial em Porto Alegre por exemplo.

De uma lado os pérfidos e cruéis capiltalistas que querem lucrar a custa da destruição da vida, do outro os super-eco-heróis que querem salvar o mundo, um maniqueísmo barato que eu não esperava ver de um intelectual como Capra; É óbvio que existem certos casos como o da indústria de diamante na África do sul como exemplo mais claro, e por outro lado nas formas alternativas de produção como a dos alimentos orgânicos que estão ganhando mercado, no entanto reduzir a discussão a uma cruzada do bem contra o mal é ingênuo demais se não for criminoso.O que o consagrado físico, talvez não tenha se dado conta é da própria contradição de seus argumentos.

Em primeiro lugar a nova forma de organização da sociedade não tem nada de novo, foi assim após a revolução industrial, foi assim durante o mercantilismo, foi assim no período medieval, e assim por diante, toda vez que surge uma nova tecnologia a sociedade se adapta e muda a forma de organização.

Em segundo a organização e mobilização das ong’s através da internet só foi possível graças a economia de mercado onde a demanda por comunicação de longa distância e em tempo real a tornaram comercialmente viável levando empresas de todo mundo a investir em tecnologia e desenvolvimento em grande escala tornando-a uma tecnologia acessível ao consumidor.

Em terceiro as energias alternativas citadas como fotovoltaica, eólica, biomassa e de célula de hidrogênio só serão possíveis porque grandes indústrias estão investindo milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, o mesmo se dá com os alimentos orgânicos e hiper-carros movidos a energia limpa, eles só são possíveis graças a demanda e ao investimento da indústrias como as citadas pelo próprio Capra.Por último o argumento de Capra já parte do pressuposto esquerdista de que o capital é inerentemente mal, explorador e autofágico, sem levar em conta um dos conceitos básicos que é a demanda, sem ela não há para quem vender, produzir, abrir empresa, investir e consequentemente tambem não há geração de empregos, de renda, de melhoria da condição da vida humana, aliás não existiria internet, sem a qual as ong’s não poderiam se mobilizar, sem o que não poderiam se expressar.

A Fritjof Capra e a todos que tendem a concordar com o que ouvem sem refletir e desenvolver uma opnião pessoal eu deixo as palavras de um conterrâneo seu:
“Os socialistas da Alemanha Oriental, auto-entitulada República Democrática da Alemanha, admitiram de forma espetacular a falência dos sonhos marxistas quando eles construíram um muro para prevenir seus camaradas de fugirem para a Alemanha Ocidental.”
Ludwig Von Mises, Money, Method, and the Market Process.

Julho 10, 2007

economia

Libertatis Aequilibritas GFDL.jpg

Um dos assuntos de que mais gosto é economia, não sou nenhum expert no assunto, mas um interessado, alguém que lê e gosta de discutir sobre ele. Me defino como economicamente liberal, mais especificamente tendo a um meio termo entre a escola neokeynesiana, a escola de Chicago e a escola austríaca, o que tem sido chamado de terceira via.                                                                                                                                      

Acredito que o capitalismo,  o livre mercado, a ausência de medidas protecionistas, a mínima intervenção do estado na economia entre ourtos postulados liberais são benéficos ao indivíduo e a sociedade.

No entanto, tenho minhas próprias idéias  sobre um sistema econômico ideal mais eficaz e justo do qual falarei num dos posts abaixo. 

A idéia desta página é ser tambem um fórum para discussões sobre o assunto, então sintam-se a vontade para tecer cometários